top of page

Estudo Básico Engenharia Elétrica Biodiesel Petrobras: Levantamento de Dados, Custos e Definição Técnica para Unidade de Candeias/Quixadá – BA

  • 16 de fev.
  • 3 min de leitura
Unidade de produção de biodiesel da Petrobras em Candeias-BA ou Quixadá-CE, com tanques, tubulações e infraestrutura elétrica, contexto de estudo básico pela Frontal Engenharia em 2006.
Estudo de engenharia elétrica para unidade de biodiesel da Petrobras em Candeias/Quixadá-BA.

A Frontal Serviços de Engenharia Ltda. realizou, em 2006, o estudo básico engenharia elétrica biodiesel Petrobras para a Unidade de Biodiesel da Planta de Candeias/Quixadá – BA, parte do programa de biocombustíveis da Petrobras. Contratada pela Engevix (atual Nova Engevix), a Frontal executou levantamento de dados, estudo básico para definição da engenharia elétrica no modelo EPC, levantamento de custos de materiais e equipamentos, e levantamento de custos de mão de obra para projeto, execução de montagem e comissionamento.


Em 2006, o Brasil iniciava o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), com meta de mistura obrigatória de 2% em diesel fóssil (B2), elevando-se gradualmente. A Petrobras investia em unidades de produção de biodiesel para atender à demanda interna e exportação, com foco em matérias-primas como soja, dendê e óleos usados. A unidade de Candeias (BA) e Quixadá (CE) foram pioneiras no Nordeste, com capacidade inicial de 57 milhões de litros/ano, utilizando tecnologia de transesterificação e integração com refinarias próximas para suprimento de metanol e logística de distribuição.


O estudo básico foi etapa crítica no modelo EPC (Engineering, Procurement and Construction), definindo premissas técnicas para o projeto executivo, orçamento e cronograma. O foco elétrico era essencial em plantas de biodiesel, onde cargas elevadas (agitadores, bombas, centrífugas, fornos, sistemas de controle) demandam distribuição confiável, proteção e backup para operação contínua.


O escopo do estudo básico engenharia elétrica biodiesel Petrobras incluiu:

  • Levantamento de dados: Coleta detalhada de informações do cliente (layout preliminar, lista de equipamentos, demandas de potência, áreas classificadas por risco de explosão), inspeções no local (se aplicável) e análise de normas Petrobras para unidades de biocombustíveis.

  • Definição da engenharia elétrica para EPC: Dimensionamento preliminar de subestações, transformadores, distribuição em média e baixa tensão, quadros de distribuição, circuitos dedicados para cargas críticas, proteção contra curto-circuito, seletividade de disjuntores e relés, fator de potência e correção reativa.

  • Levantamento de custos de materiais e equipamentos: Orçamentação detalhada de transformadores, cabos, painéis, disjuntores, relés, geradores de emergência, nobreaks, sistemas de aterramento, proteção contra descargas atmosféricas e materiais auxiliares (eletrodutos, bandejas, conectores).

  • Levantamento de custos de mão de obra: Estimativa de horas-homem para projeto detalhado, execução de montagem elétrica, testes, comissionamento e startup, considerando equipe especializada (engenheiros, técnicos, eletricistas industriais) e condições do Nordeste (logística, clima, disponibilidade local).

  • Documentação: Relatório técnico com premissas, diagramas unifilares conceituais, listas preliminares de cargas, cálculos básicos (demanda, curto-circuito, seletividade), especificações técnicas iniciais e planilha de custos consolidada para aprovação da Petrobras.


O estudo seguiu normas técnicas vigentes: NBR 14039 (média tensão), NBR 5410 (baixa tensão), NR-10 (segurança elétrica), normas Petrobras para áreas classificadas (risco de explosão por solventes/metanol), e padrões para plantas de biodiesel (segurança contra incêndio e vazamentos). Considerou-se operação em ambiente quente e úmido do Nordeste, com alta disponibilidade para evitar paradas na produção.


A entrega incluiu relatório completo com premissas técnicas, cálculos preliminares, especificações de equipamentos (ex: transformadores óleo/ar, geradores diesel, disjuntores a vácuo), listas de materiais e custos estimados (CAPEX para elétrica), facilitando a decisão de prosseguir com o EPC pela Engevix.


Esse serviço de 2006 marcou a participação da Frontal em projetos iniciais do biodiesel brasileiro, um setor emergente na matriz energética renovável. A unidade de Candeias/Quixadá foi estratégica para o PNPB, produzindo biodiesel de soja e dendê para mistura no diesel fóssil, reduzindo importações e emissões.


No setor de óleo e gás e biocombustíveis, estudo básico engenharia elétrica biodiesel Petrobras é etapa fundamental para definir viabilidade técnica e econômica antes do detalhamento. A experiência da Frontal nessa área apoia plantas de biodiesel, etanol, refinarias e instalações com cargas elétricas elevadas.


Com a consolidação do biodiesel no Brasil (mistura B15 em 2025 e meta B20), estudos básicos continuam relevantes para expansão e modernização de unidades existentes. A Petrobras segue investindo em biocombustíveis, e projetos como esse foram fundamentais para suporte inicial à cadeia produtiva.


A Frontal Engenharia mantém expertise em projetos elétricos e estudos básicos para óleo e gás, biocombustíveis e indústria química, incluindo levantamento de dados, definição conceitual, orçamentação e especificações técnicas para EPC.

Comentários


bottom of page