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Projetos Elétricos Usinas Nucleares Angra: Sistemas de Distribuição, Proteção e Supervisão para Simulador de Angra 1 e Depósito de Rejeitos Unidade 3 (2000-2006)

  • 21 de jan.
  • 4 min de leitura
Vista da Usina Nuclear de Angra, com estruturas de Angra 1 e 2, simulador em Mambucaba e depósito de rejeitos em Angra dos Reis, contexto de projetos elétricos multidisciplinares pela Frontal Engenharia de 2000 a 2006
Projetos de distribuição elétrica, aterramento, proteção atmosférica, comunicação, alarmes e supervisão por câmeras para simulador Angra 1 e depósito de rejeitos Unidade 3 (Eletronuclear, via ENAR, 2000-2006).

A Frontal Serviços de Engenharia Ltda. atuou entre 2000 e 2006 em projetos elétricos multidisciplinares para as Usinas Nucleares de Angra, operadas pela Eletronuclear S/A, subsidiária da Eletrobras responsável pela geração de energia nuclear no Brasil. Contratada pela ENAR Engenharia, a Frontal desenvolveu soluções técnicas para dois locais específicos: o Prédio do Simulador da Usina Nuclear de Angra 1, situado na Vila de Mambucaba – Paraty – RJ, e o Depósito de Rejeitos Radioativos – Unidade 3, com área de 1.200 m², localizado em Angra dos Reis – RJ. O escopo abrangeu projetos de distribuição elétrica, aterramento, proteção contra descargas atmosféricas, comunicação e dados, sinalização de alarmes de abertura de portas e supervisão por câmeras.


O complexo nuclear de Angra, conhecido como Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), é o único centro de geração nuclear no Brasil, composto por três unidades: Angra 1 (operacional desde 1985, com 640 MW), Angra 2 (operacional desde 2001, com 1.350 MW) e Angra 3 (em construção desde 1984, com previsão de operação em 2026, capacidade de 1.405 MW). Localizado na praia de Itaorna, em Angra dos Reis, o complexo contribui com cerca de 2% da eletricidade gerada no Brasil, fornecendo energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN). A Eletronuclear, criada em 1997 como fusão da Furnas e Nuclebrás, gerencia a operação, manutenção e expansão das usinas, sob fiscalização da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).


O Prédio do Simulador da Usina Nuclear de Angra 1 em Mambucaba – Paraty é uma instalação dedicada ao treinamento de operadores. O simulador reproduz a sala de controle da usina em escala real, permitindo simulações de cenários operacionais, falhas e emergências. Essa estrutura é essencial para certificação de pessoal, conforme requisitos da AIEA e da CNEN, garantindo que operadores possam responder a situações reais sem riscos. O Depósito de Rejeitos Radioativos – Unidade 3, com 1.200 m², é destinado ao armazenamento temporário de rejeitos de baixa e média atividade gerados nas usinas, incluindo resíduos contaminados, ferramentas e materiais de manutenção. Essa unidade faz parte do sistema de gerenciamento de rejeitos nucleares, projetado para isolar materiais radioativos e prevenir contaminação ambiental, conforme normas da CNEN (Norma CNEN NE 6.05).


No contexto de 2000-2006, o setor nuclear brasileiro passava por atualizações regulatórias pós-acidente de Chernobyl (1986) e Three Mile Island (1979), com ênfase em segurança e monitoramento. A Eletronuclear investia em modernizações para Angra 1 e 2, enquanto preparava Angra 3. Os projetos elétricos foram necessários para suportar operações seguras nessas instalações auxiliares, onde falhas elétricas poderiam comprometer treinamento ou armazenamento de rejeitos.


O escopo dos projetos elétricos Usinas Nucleares Angra incluiu:

  • Distribuição elétrica: Dimensionamento de redes em baixa e média tensão para alimentação de equipamentos, incluindo quadros de distribuição, circuitos dedicados para simuladores, servidores e sistemas de armazenamento.

  • Aterramento: Sistemas de malha de aterramento de baixa resistência, equipotencialização e hastes para proteção contra surtos elétricos e interferências eletromagnéticas, essenciais em ambientes com equipamentos sensíveis a radiação.

  • Proteção contra descargas atmosféricas: Instalação de para-raios, SPDA (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas) e SPD (Supressores de Surtos), conforme NBR 5419, para proteger estruturas e sistemas em áreas costeiras com alta incidência de raios.

  • Comunicação e dados: Redes de cabeamento estruturado (categoria 5 ou superior), fibra óptica para dados e sistemas de voz, integrando comunicação interna e externa para monitoramento remoto.

  • Sinalização de alarmes de abertura de portas: Sensores de abertura, sirenes e painéis de alarme para portas de acesso controlado, com integração a sistemas de segurança nuclear para detecção de intrusões.

  • Supervisão por câmeras: Projeto de CCTV (Circuito Fechado de Televisão) com câmeras analógicas/digitalizadas, monitores e gravadores, posicionadas em áreas críticas para monitoramento 24h.


Todos os projetos seguiram normas rigorosas: NBR 5410 e 14039 para instalações elétricas, NR-10 para segurança, CNEN NE 1.04 e 6.05 para instalações nucleares, e padrões AIEA para segurança e proteção radiológica. A coordenação com a Eletronuclear incluiu análise de riscos, cálculos de carga (demanda de energia para simuladores e sistemas de refrigeração do depósito), seletividade de proteções e integração com o sistema geral das usinas.


A entrega abrangeu documentação completa: diagramas unifilares, plantas de localização, listas de materiais, folhas de dados de equipamentos, especificações técnicas e memoriais descritivos. O projeto durou seis anos devido à complexidade regulatória, vistorias da CNEN e testes de integração.


Esse trabalho de 2000-2006 reflete a atuação da Frontal em instalações nucleares auxiliares, onde a segurança elétrica é prioritária para evitar acidentes ou vazamentos. O simulador de Angra 1 é usado para treinamento anual de operadores, simulando cenários como perda de refrigerante ou falhas no reator, enquanto o depósito de rejeitos armazena materiais de baixa atividade (luvas, roupas, ferramentas contaminadas) em contêineres blindados.


No setor nuclear, projetos elétricos Usinas Nucleares Angra como esses garantem a operação segura de instalações sensíveis. A Eletronuclear segue padrões internacionais, com Angra 1 e 2 operando e Angra 3 em conclusão. O depósito Unidade 3 contribui para o gerenciamento de rejeitos, evitando armazenamento temporário nas usinas principais.


Com o plano de expansão nuclear brasileiro (PNB 2030), projetos semelhantes continuam relevantes para novas unidades. A Frontal Engenharia mantém expertise em projetos elétricos para instalações nucleares, incluindo distribuição, proteção e supervisão. Links de Referência: Site oficial da Eletronuclear - Usinas de Angra

(Página oficial com detalhes técnicos das três usinas, histórico, capacidade instalada, operação e segurança. Fonte primária para dados sobre Angra 1, 2 e 3.)


  • Eletronuclear - Gerenciamento de Rejeitos Radioativos

    https://www.eletronuclear.gov.br/rejeitos-radioativos

    (Explicação sobre o sistema de gerenciamento de rejeitos, incluindo depósitos de baixa e média atividade, Unidade 3 e normas CNEN/AIEA. Referência direta ao Depósito de Rejeitos.)



  • Acervo Eletronuclear - Simulador de Angra 1

    https://www.eletronuclear.gov.br/simulador-angra-1

    (Informações sobre o simulador de treinamento em Mambucaba, Paraty – usado para certificação de operadores, com fotos e descrição do prédio e sistemas.)

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